segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O que faz um técnico de futebol

Em respeito ao saudoso Carlinhos, trouxe o papel do técnico de futebol para a discussão.

A questão é ampla e controversa. As funções dependem do profissional, do clube, do país... Podem ser de cunho técnico - voltado ao desenvolvimento de habilidades dos atletas e das equipes -, ou gerencial - envolvendo as finanças da agremiação, a contratação de profissionais, dentre outras.

Há treinadores que têm formação em educação física e possuem o conhecimento teórico associado ao aplicado. Existem outros, ex-atletas, que obtiveram o conhecimento através da prática, sendo "estudiosos" de táticas e de dados pertinentes ao desempenho das equipes.

Poderia se acreditar que o melhor dos perfis é o do ex-jogador portador de diploma de graduação e/ou formação especializada, porém, como em outras áreas do saber, nem sempre é um indicativo de bom profissional. Neste ponto, uma reflexão do que significa "bom técnico de futebol".

No Brasil, a resposta é simples: ganhar os jogos, conquistar títulos. Fim de papo! Uma dúvida para os que defendem a lógica do "vencer a qualquer custo": técnico de futebol ganha jogo? O treinador, técnico ou "professor" (!) tem maior importância na derrota ou na vitória? Em outras palavras, "treinador faz o time perder quando monta o time errado ou faz substituição desastrosa...". E no longo prazo, quais os prejuízos e os benefícios que um treinador proporciona a um clube? Somente o que se vê em campo?

Fora das "quatro linhas", falam-se, por exemplo, de problemas na interação com atletas ("saber como vive, pensa e fala o boleiro"), dirigentes, patrocinadores, empresários, imprensa, associados, políticos, representantes de atletas... Investimentos acertados ou errados em atletas... a vinculação da imagem do clube a práticas esportivas (não só o estilo de jogo, mas a forma de se encarar as vitórias e as derrotas)... a relação com práticas de comércio, bem como em campanhas de mobilização social...

Não há treinador que não seja taxado como muito sofisticado ("téorico"), disciplinador ("linha dura"), passional ("sangüíneo"), criativo ("professor pardal"), dentre muitos outros adjetivos possíveis, para a dura realidade do futebol Brasileiro... Os treinadores "da moda", os que estão em alta, gozam de prestígio relativo, passageiro. Como diria Abraham Lincoln,
Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.

E neste jogo de aparências, o falido e decadente futebol Brasileiro mantém a maior taxa de rotatividade de treinadores, fazendo a alegria dos tolos e dos lobos.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dia de luto

Morre o maior técnico que o Flamengo já teve, e um dos melhores jogadores do mundo. Um dia de muita tristeza e dor para os fãs de Luis Carlos Nunes da Silva, o querido Carlinhos, o violino da Gávea. Muita força aos familiares pelo momento. Com grande pesar, todas as homenagens lhe são devidas.

Exemplo de profissional, raro hoje e mesmo no seu tempo de jogador, o que lhe garante o título de fora de série. Obrigado pelas alegrias! Não tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, mas acompanhei o seu trabalho. Na lembrança de quem vivenciou as glórias do futebol-arte, um saudoso sentimento... Em outros gramados, esperamos revê-lo!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Prejuízo no lucro

Os resultados do campo contrastam com os financeiros. Enquanto fora de campo um grupo de profissionais de finanças tem mudado o Flamengo, nas quatro linhas, falta descobrir uma equipe técnica de similar perfil.

Jaime teve a oportunidade em um passado próximo. Falam-se em nomes de treinadores confessamente sem identificação com o patrimônio rubro-negro. Não seria esse um ponto também importante? Por que não inovar também em campo com uma comissão técnica com poderes tripartites, tal qual como ocorreu em algumas pastas da gestão do Clube? A título de exercício, poderíamos pensar em Jaime, Andrade e Junior. 

Coragem para ousar!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O melhor ponta-de-lança

A melhor síntese sobre quem foi o melhor jogador de todos os tempos e a realidade do futebol atual. Parabéns ao blogueiro pelo texto corajoso lançado no território de velhacos anônimos.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A volta dos que não foram

O bom filho à casa volta. O retorno do querido Jaime de Almeida é uma alegria para todos. O clube precisa dele, principalmente em tempos de estabilidade. É o momento de se se fortalecer as divisões de base e lançar a semente para um período de glórias dentro e fora dos gramados.
Ave, Jaime!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Despedida de Léo Moura

Justas homenagens ao jogador pelo fim do ciclo no Flamengo. Leandro e Jorginho foram melhores, tecnicamente falando, apesar do último ser torcedor de outro time.

O último clássico disputado mostrou que a saída de Léo será um ótimo negócio para todos: clube, atleta e torcida. Sim, para os torcedores, ficará a imagem do atleta dedicado, averso à polêmicas e noitadas. Bons ventos o levem e o façam muito feliz na terra do Tio Sam!