domingo, 28 de fevereiro de 2016
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Fim de ano
O Flamengo terminou o ano no mês de setembro (!), sem títulos, sem glórias. As perspectivas para 2016 não são boas. O principal "trunfo" para a reeleição da diretoria, o jogador contratado para ser o destaque da equipe, teve desempenho ruim, em parte, prejudicado pela baixa qualificação do time. No entanto, não se exime o atleta pelos resultados abaixo das expectativas.
Comenta-se em uma nova "coluna dorsal" para o time: uma mescla de jogadores formados nas divisões de base do Clube e outros contratados pontualmente, tal qual defendemos em outra postagem. Contudo, o que assusta são os nomes citados pela imprensa até o momento... Cada "super-herói" a ser contratado pior do que os ditos atuais "vilões" no elenco!
Falando em crônica esportiva: Wallim, candidato à Presidência do Flamengo pela Chapa Verde - derrotado pela maioria esmagadora dos eleitores que preferiram o continuismo - teve um áudio "vazado" (por quem?) no qual ofendeu os profissionais de imprensa. Não o recrimino pelo pensamento, com o qual concordo, apesar de não reeditar a forma de se expressar. Bem verdade que deve ter sido um comentário em conversa informal, sem a intenção de fazer disso uma fala oficial. O fato é que rendeu críticas e processos por parte dos ofendidos.
Outros erros também foram cometidos por Wallim quando esteve colaborando com a gestão do atual presidente. No entanto, era ainda o melhor candidato, ponderando a capacidade de identificar e pagar pelos malfeitos, sobretudo, pela condição de articular a transformação que ficou apenas na área financeira.
Os sócios pensam diferente, ao reeleger o atual grupo político. Serão mais três de resultados medíocres, com time de meio de tabela, rezando para não ser rebaixado e vibrando com o insucesso dos adversários. Lamentável.
domingo, 1 de novembro de 2015
Flamengo e Santos: visões distintas na (amadora) gestão profissional de times de futebol
No início do ano, o Santos F.C. estava em evidência por descontrole nas finanças. As notícias eram motivo de chacota por parte dos adversários que acreditavam que o Clube seria candidato certo ao rebaixamento no Brasileirão.
A diretoria do Clube, apesar das dificuldades, manteve o craque Lucas Lima e trouxe outros jogadores, alguns considerados "acabados para o futebol". No campeonato de SP, o centroavante do time, Ricardo Oliveira, foi o artilheiro da competição. No Brasileirão, repetiu a dose, sob a regência de um treinador que não é bem visto por alguns cronistas, nem por torcedores. Pois bem.
O Santos deixou de ser piada para os críticos. Pode até não ser campeão da Copa do Brasil, apesar de ser favorito agora, mas vem mostrando os caminhos, dentro de campo, para se preservar um mínimo do que um dia já foi chamado de "futebol-arte". Ao contrário da máxima "defender sempre", é prazeroso ver o Santos jogar. Transições rápidas, jogo ofensivo, sem toques laterais... um padrão que agrada aos torcedores e aos apreciadores do "futebol do passado".
Friso que o atual time está muito longe de ser considerado uma amostra da prática esportiva imortalizada pela geração gloriosa do rei do futebol. No entanto, dada a mediocridade que se tem no "moderno futebol" (de velhacos, diga-se de passagem), parabenizo aos gestores do Santos pelo respeito ao melhor do que um dia o futebol já teve.
Na contramão, está o Flamengo. No início do ano, muitos - incluindo-me nesta relação - acreditavam em glórias maiores para o rubro-negro neste ano. A falta de visão da diretoria do time da Gávea frustou a todos pelas prioridades estabelecidas, contrastando, obviamente, com a do Santos.
Como já mencionado em outras postagem, reconhece-se o mérito da diretoria do Mais Querido do Brasil, em sanar as dívidas contraídas em mandatos anteriores. Contudo, profissionais de gestão sabem que esta é apenas uma das medidas para o equilíbrio financeiro. Novas receitas precisam ser geradas, inovando na área de operações - o esporte -, mantendo bons "parceiros" (sócios-torcedores, empresários, patrocinadores, ...) e, principalmente, direcionando esforços para fortelecer os serviços e produtos com maior apelo comercial, no caso do Flamengo, o futebol.
O melhor jogador Brasileiro (e talvez, o único de talento) na atualidade saiu das categorias de base do Santos. Veio a suceder uma geração também de bons jogadores revelados há pouco mais de dez anos pelo alvinegro. Por outro lado, no Ninho do Urubu, o lema "craque, o Flamengo faz em casa" parece cada vez mais peça de museu...
Seria audacioso e, no mínimo, respeitoso assumir que o objetivo do Flamengo não é "vencer, vencer, vencer", mas "pagar, pagar, pagar dívidas" ... Dito de outra maneira, não seria o caso do Flamengo ficar sem dinheiro para honrar os compromissos, mas montar um time mesclando bons jogadores em fim de carreira com jovens oriundos da base com possibilidades de outras conquistas. Somente pagar dívidas, sem visão mais ampla, pode gerar outro tipo de agenda: "pagar mico"!
Na Gávea, a média de treinadores é de um a cada três meses. Todo semestre uma "barca" de jogadores medianos baratos, contratados como grandes negócios, "zarpa" sem deixar saudades na torcida. Numa dessas foi um jogador de defesa, que hoje é responsável pela maior quantidade de camisas vendidas no Santos!!! Vejam: no Santos, não é o artilheiro, nem os craques do presente e do passado que mais geram receita por camisa vendida! No Flamengo, é o exatemente contrário: o jogador mais caro do time, em péssima fase, é o maior indutor de vendas do manto rubro-negro...
No primeiro semestre, Santos e Flamengo empataram em jogo pelo campeonato Brasileiro. Dia 18 deste mês, entrarão novamente em campo. Para felicidade da Nação Rubro-Negra, espera-se que o Alvinegro Praiano esteja em dia de pouca inspiração, diferentemente do que a sua diretoria vem fazendo fora de campo.
Como já mencionado em outras postagem, reconhece-se o mérito da diretoria do Mais Querido do Brasil, em sanar as dívidas contraídas em mandatos anteriores. Contudo, profissionais de gestão sabem que esta é apenas uma das medidas para o equilíbrio financeiro. Novas receitas precisam ser geradas, inovando na área de operações - o esporte -, mantendo bons "parceiros" (sócios-torcedores, empresários, patrocinadores, ...) e, principalmente, direcionando esforços para fortelecer os serviços e produtos com maior apelo comercial, no caso do Flamengo, o futebol.
O melhor jogador Brasileiro (e talvez, o único de talento) na atualidade saiu das categorias de base do Santos. Veio a suceder uma geração também de bons jogadores revelados há pouco mais de dez anos pelo alvinegro. Por outro lado, no Ninho do Urubu, o lema "craque, o Flamengo faz em casa" parece cada vez mais peça de museu...
Seria audacioso e, no mínimo, respeitoso assumir que o objetivo do Flamengo não é "vencer, vencer, vencer", mas "pagar, pagar, pagar dívidas" ... Dito de outra maneira, não seria o caso do Flamengo ficar sem dinheiro para honrar os compromissos, mas montar um time mesclando bons jogadores em fim de carreira com jovens oriundos da base com possibilidades de outras conquistas. Somente pagar dívidas, sem visão mais ampla, pode gerar outro tipo de agenda: "pagar mico"!
Na Gávea, a média de treinadores é de um a cada três meses. Todo semestre uma "barca" de jogadores medianos baratos, contratados como grandes negócios, "zarpa" sem deixar saudades na torcida. Numa dessas foi um jogador de defesa, que hoje é responsável pela maior quantidade de camisas vendidas no Santos!!! Vejam: no Santos, não é o artilheiro, nem os craques do presente e do passado que mais geram receita por camisa vendida! No Flamengo, é o exatemente contrário: o jogador mais caro do time, em péssima fase, é o maior indutor de vendas do manto rubro-negro...
No primeiro semestre, Santos e Flamengo empataram em jogo pelo campeonato Brasileiro. Dia 18 deste mês, entrarão novamente em campo. Para felicidade da Nação Rubro-Negra, espera-se que o Alvinegro Praiano esteja em dia de pouca inspiração, diferentemente do que a sua diretoria vem fazendo fora de campo.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
O que faz a diretoria de um clube de futebol
A atual diretoria cumpre o papel fundamental de qualquer mandatário: respeitar o orçamento, pagar em dia os compromissos, recolher impostos... Bom, independentemente do que manda a lei, sabemos que muitas agremiações que, inclusive, disputam o título máximo do (falido e decadente) futebol Brasileiro neste ano não honram seus compromissos.
Alguns, como o crédulo que vos escreve, chegou até apostar que o Flamengo conquistaria o hepta campeonato neste ano. Pois não é que a "padaria" deixou de vender sonhos em setembro? E assim, mais um ano termina precocemente para o mais querido, sem glórias, ao contrário de 2014, quando levou o estadual de forma merecida - apesar da polêmica do último jogo. Nesta temporada sequer uma taça de turno...
No próximo ano, a diretoria diz que entra com o time reserva para a disputa do estadual. Considerando o cenário de crise econômica e os investimentos dos últimos anos (um camisa 10 que, segundo o treinador, é, na verdade, um ponta, não um meia-atacante; um bom centroavante mas que passa muito tempo sem jogar e sem fazer gols; "zagueiros-bombas", ou seja, "pixoteiros", "atacantes do adversário"...), não são boas as perspectivas.
A atual direção tem méritos fora dos gramados. Nas quatro linhas, pouco inspira a acreditar em épocas gloriosas, como foi o nome da chapa ("Flamengo, campeão do mundo") durante o pleito eleitoral que a conduziu ao poder. Espero, e como quero, estar errado!
Faço votos que os críticos estejam com a razão: "o Flamengo não é só um time de futebol, então a análise tem que ser muito mais complexificada". Verdade "Odorica"... . O Flamengo é uma nação cujos presidentes do passado o levaram à bancarrota.
Aatual gestão deve lembrar - como a torcida entoa nas arquibancadas - que o clube vive de títulos, principalmente, no futebol, sem deixar de reconhecer a importância da força de outros esportes (o basquete, a ginástica olímpica, a natação, o remo...) , também com conquistas importantes.
Faço votos que os críticos estejam com a razão: "o Flamengo não é só um time de futebol, então a análise tem que ser muito mais complexificada". Verdade "Odorica"... . O Flamengo é uma nação cujos presidentes do passado o levaram à bancarrota.
Aatual gestão deve lembrar - como a torcida entoa nas arquibancadas - que o clube vive de títulos, principalmente, no futebol, sem deixar de reconhecer a importância da força de outros esportes (o basquete, a ginástica olímpica, a natação, o remo...) , também com conquistas importantes.
Que os anos rubro-negros não se iniciem em abril e terminem em setembro, com diretores prometendo um bom time de futebol num futuro que nunca chega!
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
O passado e o presente
Frases de Nelson Rodrigues que continuam atuais:
Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.
Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
O que faz um técnico de futebol
Em respeito ao saudoso Carlinhos, trouxe o papel do técnico de futebol para a discussão.
A questão é ampla e controversa. As funções dependem do profissional, do clube, do país... Podem ser de cunho técnico - voltado ao desenvolvimento de habilidades dos atletas e das equipes -, ou gerencial - envolvendo as finanças da agremiação, a contratação de profissionais, dentre outras.
Há treinadores que têm formação em educação física e possuem o conhecimento teórico associado ao aplicado. Existem outros, ex-atletas, que obtiveram o conhecimento através da prática, sendo "estudiosos" de táticas e de dados pertinentes ao desempenho das equipes.
Poderia se acreditar que o melhor dos perfis é o do ex-jogador portador de diploma de graduação e/ou formação especializada, porém, como em outras áreas do saber, nem sempre é um indicativo de bom profissional.
Neste ponto, uma reflexão do que significa "bom técnico de futebol".
No Brasil, a resposta é simples: ganhar os jogos, conquistar títulos. Fim de papo!
Uma dúvida para os que defendem a lógica do "vencer a qualquer custo": técnico de futebol ganha jogo? O treinador, técnico ou "professor" (!) tem maior importância na derrota ou na vitória? Em outras palavras, "treinador faz o time perder quando monta o time errado ou faz substituição desastrosa...". E no longo prazo, quais os prejuízos e os benefícios que um treinador proporciona a um clube? Somente o que se vê em campo?
Fora das "quatro linhas", falam-se, por exemplo, de problemas na interação com atletas ("saber como vive, pensa e fala o boleiro"), dirigentes, patrocinadores, empresários, imprensa, associados, políticos, representantes de atletas... Investimentos acertados ou errados em atletas... a vinculação da imagem do clube a práticas esportivas (não só o estilo de jogo, mas a forma de se encarar as vitórias e as derrotas)... a relação com práticas de comércio, bem como em campanhas de mobilização social...
Não há treinador que não seja taxado como muito sofisticado ("téorico"), disciplinador ("linha dura"), passional ("sangüíneo"), criativo ("professor pardal"), dentre muitos outros adjetivos possíveis, para a dura realidade do futebol Brasileiro... Os treinadores "da moda", os que estão em alta, gozam de prestígio relativo, passageiro. Como diria Abraham Lincoln,
Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.
E neste jogo de aparências, o falido e decadente futebol Brasileiro mantém a maior taxa de rotatividade de treinadores, fazendo a alegria dos tolos e dos lobos.
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