sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O poder da oração

O Flamengo vai se estruturando. A dimensão real da pior gestão de todos os tempos, a de Paty Parquinho, ficará evidente nos números apresentados pela auditoria independente contratada. A polícia e a justiça, por sua vez, é quem dirão qual a participação de dois ex-diretores de Paty no crime contra a vida de torcedores de uma agremiação adversária.

E Paty ainda disse que ela não era das piores... modéstia mesmo!

Em campo, apesar do bom resultado contra o arquirrival, nada para ficar eufórico. Ambos os times são muito limitados. Há muito para se desenvolver ao longo do ano. O treinador, Dorival Jr, tem feito um bom trabalho. As dívidas ficam por conta do "extra campo". Boa sorte aos novos gestores!

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A melhor notícia dos últimos três anos: Wellington - zagueiro, leia-se, centroavante do adversário - está muito feliz no seu novo clube e não quer voltar! As preces da maior torcida do mundo foram atendidas.

Amém! Shalom! Aleluia! Namastê! Saravá! Fique por lá para sempre!

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Time de empresários II


Volto ao tema pela temporada de contratações. Jogadores são "leiloados", oferecidos e retirados de clubes, conforme o interesse dos agentes credenciados na FIFA. 

Em quase todos os clubes, nacionais e estrangeiros, há um grande trânsito de empresários orbitando e participando das decisões das agremiações. No caso Brasileiro, até da Confederação e das Federações de Futebol. 

A prática de se deixar jogador em um clube vitrine para ser valorizado e depois ser repassado para outro está cada vez mais frequente e poucos são os torcedores jovens que ainda acreditam nos jogadores que dizem sair de um clube para jogar em outro por "amor à camisa". A máxima valia no futebol romântico, até a década de 1980. 

A garotada de hoje joga com maior movimentação, maior vontade de aparecer em torneios de empresários, como a Copa São Paulo de Futebol Junior. As agremiações se sujeitam à lei do mercado para manter o balanço financeiro e vender jogadores. Pouco importa às condições de jogo, se o gramado é, na verdade, um "pasto" ou um campo de futebol, se os cronistas esportivos mantêm vínculos profissionais com grupos (pool) empresariais que representam jogadores e, por isso, tendem a enaltecê-los em detrimento de outros. 

O futebol acompanha a lógica do mercado. Para quem deseja aprender hipocrisia, o melhor caminho é assistir debates esportivos. Quem ambiciona entender a dinâmica dos fundos de investimentos, é acompanhar as transmissões esportivas - através dos grandes veículos, claro! - que são os "tangedores da manada", os que conduzem a massa enquanto esta se entorpece entre uma cerveja e outra.

Nada resta do romantismo do esporte bretão do toque de bola, do jogo vertical, do drible objetivo, não do malabarismo estéril com o objetivo de fazer gracinha e virar vinheta de TV. O pragmatismo de vencer, mesmo que pelo placar mínimo, com jogadores medíocres, sem qualidade técnica, mas com muito vigor físico, é o que conta para quem investe e quer ter retorno sobre o capital imobilizado. 

Ao que se chamava de futebol, corresponde na atualidade a um pool de agências de publicidade, cervejarias, bancos, concessionárias de serviços públicos, sem pátria, sem escrúpulos e sem torcida.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Novos tempos

Parabéns aos eleitores que conduziram o grupo encabeçado por Eduardo Bandeira de Mello à presidência do Flamengo. Venceu o melhor projeto! O Clube retornará à elite do futebol mundial dentro e fora de campo.

Sucesso!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Gestão amadora

O campeonato de baixíssima qualidade técnica está quase no final. O Flamengo, apesar do ex-técnico, Joel, ter dito que tinha um grupo forte, ficou, e ainda está devendo, dentro e fora dos gramados. A grande expectativa da maior torcida do mundo é que o atual grupo político seja derrotado nas urnas.

A falta de habilidade de unir a oposição demonstra o quanto há de interesses sem que se pense no melhor para o Clube. Agremiações menores acabam se beneficiando por contarem com o alinhamento dos profissionais, em diversas instâncias administrativas, nos momentos de crise. No Flamengo, crise é uma palavra que nunca sai de moda em decorrência dos interesses pessoais dos dirigentes. 

Mesmo a desgastada fórmula usada no passado ("para abafar resultado ruim no futebol, é só contratar um jogador de peso") já está vencida. Adriano é jogador de peso, com perdão do trocadilho, mas, ainda que estivesse no auge da forma, não iria resolver os problemas extra campo, como nem o melhor elenco de todos os tempos que o Clube teve no passado conseguia. A diferença é que o "extra campo", a infraestrutura administrativa, tornou-se um dos principais diferenciais das equipes de sucesso mundo afora.

No entanto, a realidade do futebol no país é diferente... O Flamengo é diferente... 

Ficam, por fim, alguns questionamentos: por que no passado se trouxe a ISL, grande grupo no marketing esportivo, para ser parceira do Clube? A realidade do país não era/é singular?

Além da real necessidade de se trazer "dinheiro novo", por que se pensa que o formato de comercialização da marca Flamengo no mundo será beneficiada com uma nova fornecedora de material esportivo? Os modelos gerenciais das outras agremiações, às quais ela serve, são diferentes do que prevalece no Clube... Triste ciclo com estações previsíveis.

De tudo, resta apenas um consolo: o competente trabalho de Zinho no meio de dirigentes amadores. Com a benção de Todos os Santos, em especial de São Judas, esperamos o velório do atual grupo político na Gávea.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eleições

Infelizmente, o tema está muito vinculado ao futebol.

A derrota no pleito municipal da atual mandatária do Mais Querido do Brasil, animou a oposição. É necessário centrar esforços em torno da candidatura de Walim, o candidato com melhor proposta.

A chapa da situação, apesar de fragmentada, acha que tem condições de se reeleger em novembro por causa da votação obtida pela candidata Patrícia Amorim à Câmara de Vereadores na zona sul do Rio. A questão ignorada pelos correlegionários é a pressão, sobretudo, externa, da torcida, não-sócia do Flamengo. Em caso de manutenção do atual grupo, o ambiente será o de maior instabilidade em toda a história do Clube. 

Bons ventos tragam Wallim para a presidência. União na oposição!

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Mesmo não sendo eleito, Andrade sai vitorioso das eleições. Obteve uma boa quantidade de votos e fica como potencial suplente para os políticos profissionais.

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Por fim, o mais importante, o esporte! Em campo, o time melhora. Sem o zagueiro, digo, centroavante adversário, Wellington, a zaga foi bem com Frauches. Esperemos a estréia tardia de Renato Santos. Há pouco tempo para se mostrar serviço. Somente com uma maior sequência de jogos, quiçá no próximo ano, poderemos avaliar a contratação.

Fica, também, a torcida para que Adriano aceite o acompanhamento psiquiátrico e reencontre o caminho das vitórias. Fé e persistência.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fim de uma era

A saída de Deivid encerra a era do maior ídolo da Gávea. Como dirigente, Zico foi o responsável pela contratação do atacante, com DNA rubro-negro. 

Foram 99 jogos com a camisa do Flamengo, com respeito pela camisa, mas com decepções de lado a lado. Em fim de carreira, Deivid protagonizou, pelo menos, um lance que dificilmente será esquecido no meio esportivo. Entretanto, poucos são os profissionais com o espírito e dedicação próprios dos que amam o ofício e o fazem com respeito ao coletivo que integram. É uma pena que não tenha vestido a camisa quando do auge dos seus muitos gols decisivos.

A saída do Flamengo alivia a folha em R$500 mil, fora outros gastos que a temerária gestão ignora. Outro ponto é o fim do investimento da fornecedora de material esportivo na remuneração do atleta. Considerando o momento pelo qual passa, é um alento não precisar mais efetuar o desembolso. Seria, pois, destinado ao pagamento do salário Imperador, caso volte a jogar em alto nível?

A dúvida persiste, mas é preferível dar, mais uma vez, o benefício da dúvida, apesar de mais um episódio envolvendo a polícia, como relata o noticiário das últimas horas. Ave, Adriano!

A generosidade é válida, também, para os resultados do time profissional. A formação, possibilitando a chegada dos jovens da base, é afeta a oscilações. Assim deve ser até meados do próximo ano, quando, se a diretoria permitir, possa se consolidar um grupo competitivo. Hosana!