sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Craque se faz em casa

O lema do Flamengo é, ou era esse. Há promessas que ainda não se desenvolveram plenamente e estão sendo trabalhadas. O tempo dirá. 

O que é inconteste da máxima é o melhor aproveitamento dos treinadores "caseiros" em relação aos "técnicos-estrelas". Jayme, sem badalações, simples, humilde, tem feito um trabalho muito bom. Arrumou a parte tática e tem o grupo de jogadores ao seu lado. Sabe analisar o jogo e efetua os ajustes no momento certo. A esperança é que possa dar continuidade no próximo ano, com um melhor elenco e mais condições para trabalhar.

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O Flamengo é, até o momento, o único time que jogou em todas as novas arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo. Pode-se dizer que é responsável por boa parte dos ganhos do estádio de Brasília, como será, também, pelos do estádio de Manaus. 

Neste particular, a diretoria tem trabalhado para incrementar o programa de sócio-torcedor, gerando oportunidades para a torcida acompanhar os jogos no novo estádio. É uma estratégia mais que justa para a grande torcida no Amazonas e região Norte do país. 

Vale ponderar como isto pode gerar danos ao desempenho nos campeonatos a serem disputados, considerando o padrão de dois jogos por semana e a distância a ser percorrida em curto espaço de tempo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Os deuses do futebol castigam a quem a arte fustiga

Algumas curiosidades desta edição do Campeonato Brasileiro.


O Flamengo faz uma campanha modestíssima. Tem um limitadíssimo elenco, mesmo no contexto medíocre do futebol. É um time simplista, simplório, porém foge do esquema "brucutu".
 
No último jogo, contra o Coritiba, o "campeão Brasileiro de 2013" (como alguns profetizaram logo no início do certame), fez apenas sete faltas. Longe de ser um modelo de futebol-arte, mas, pelo menos, é algo que foge ao padrão da "normalidade" contemporânea.


O time perdeu 2 jogos por uma diferença de mais três gols. O primeiro adversário, depois de ganhar a partida, ficou cinco rodadas, 25 dias sem vencer.  O segundo adversário, ficou por um período de "seca" maior: sete rodadas sem vitória, exatos 31 dias. Curioso é que o "fim do jejum" deste último foi justamente contra o primeiro oponente do rubro-negro da gávea...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Futebol profissionalizado



O torcedor profissional é uma subespécie da raça humana que se alimenta de sangue coletado na violência contra qualquer um que estiver no seu raio de ação. Mantém-se com o apoio de dirigentes de agremiações esportivas, sob o patrocínio permissivo para a concessão de credenciais e bilhetes de acesso aos estádios. Enganam-se os que acreditam ser este o seu habitat. O seu lugar verdadeiro é a carceragem, especialmente, nos países que primam pelo rigor na aplicação das leis.

A espécie prolifera no Brasil. A demagógica política de “pão e circo” associada à impunidade e ao desejo da cartolagem de acobertar a latente incompetência, gerou hordas de bandidos organizados para roubar, bater e matar.

Como um roteiro de terror sem fim, um dos vetores responsáveis pela morte do futebol-arte, os “marginais das arquibancadas” conquistaram longitudinalmente seu espaço, com a anuência dos governantes e das entidades desportivas.

Imprensa profissional

O cronista sujeita-se a erros, paixões, deslizes, não é novidade, embora existam mitigações. A forma pausada ao comentar e o tom de voz comedido são elementos que distinguem os “sensatos-imparciais” dos “passionais-amadores”, é o que vaticinam alguns profissionais da mídia.

Ao se reunir dois ou mais cronistas nem sempre se tem uma resenha esportiva norteada pelo indiscutível direito de livre-expressão, mas pode se abrir espaço para se estudar outros ramos da ciência jurídica. O episódio do jornalista-torcedor de um time de SP contra os torcedores de um time dos pampas frisa (para quem não gosta ou não teve a oportunidade de estudar) um princípio fundamental da ciência: não existe neutralidade! 

A imprensa marrom, tal qual o ambiente que a acolhe, segue as tendências do “profissionalismo esportivo”. Lamentavelmente, a chamada “mídia alternativa” também não se apresenta dignamente. Resvala em atender à urbanidade, optando pelo ativismo espetacularista, panfletário, insidioso e incapaz de construir propostas através do diálogo. Vale-se do palanque dos imbecis - as redes sociais -, para covardemente retroalimentar-se de brutalidade sem mostrar a cara.

Torcedores, cronistas, empresários, fornecedores, políticos, jogadores de futebol (pretensos atletas), dirigentes e entidades esportivas são parte de um todo, mas – como diriam os filósofos –, isoladamente, são maiores que o próprio balaio... A este conjunto, com tendência futura a ampliar os efeitos, chama-se de futebol profissionalizado.  

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Coisas do futebol

A expressão é muito usada para se dizer que as coisas acontecem, e que não se pode alterar o curso dos eventos. A carga simbólica é tão forte que é comum ouvi-la no dia-a-dia, bem longe dos gramados.

Não tão longe, no Flamengo a diretoria vive intensamente as dificuldades de uma estrutura amadora e com muitos vícios. As "coisas do Flamengo", claro, tem peculiaridades, até certo ponto distintas de outras agremiações que contam com o histórico apoio de cronistas enrustidos, como revela a esposa de um treinador de futebol.

Ao assumir o CRF, a diretoria teve como referência o processo de reestruturação do Borussia Dortmund. Em muitos aspectos, avança bem, com os necessários ajustes a tempo. A aprendizagem da vida empresarial é um diferencial para os diretores e gestores. As agruras concentram-se na relação com pensamento anacrônico, patrimonialista, clientelista vigente em segmentos do Clube. Diz-se que somente a renovação dos conselhos é que proporcionará a desejada modernização administrativa. Pode levar mais tempo que o esperado.

Recentemente o Flamengo lançou uma campanha para aumentar o quadro social. Houve uma resposta favorável nos primeiros meses, com tendência à estabilização. O panorama político interno e a contrapartida aos sócios fora do RJ são apontados como principais problemas. O primeiro é uma questão redundante: o efeito que se quer evitar é a causa que impede a resolução. O segundo decorre de uma falta de habilidade em se conhecer a realidade da nação Rubro-Negra.

O residente nos rincões do país não tem condições de assumir o valor mínimo para se associar. Se no plano fosse contemplado, por exemplo, o sorteio de camisas ou o envio de adesivos, brindes, seria um atrativo a mais ao torcedor. Neste ponto, a direção de marketing do Flamengo não pode acreditar que a elitização do futebol é o fator preponderante para impedir planos mais próximos à realidade do orçamento das famílias. Não são coisas que acontecem sem que nada se possa a fazer respeito.

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Dentro de campo, o time vem se acertando. O treinador faz boas leituras e, entre poucos erros, tem conseguido resultados dentro da realidade do elenco. Evidente que está aquém do que se espera do Clube em termos de conquistas, mas não é possível se fazer milagres...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A morte e a morte dos toureiros

Falar do esporte bretão sem mencionar as manifestações em todo o país seria imperdoável! A pauta é extensa, há muito a se refazer nacionalmente. A ação política urge e não pode esperar as eleições do próximo ano. Estão de parabéns todos os que se manifestaram de forma ordeira e serena contra os absurdos que se agravaram nos últimos anos.

O governo federal adotou a campanha publicitária a "pátria de chuteiras" durante a Copa das Confederações, para aumentar o ufanismo típico da política do pão e circo. Associado aos gastos faraônicos e a corrupção latente, manifestações iniciaram-se na maior cidade do país, tendo como foco inicial a tarifa do transporte público, mas ganharam adesão em todo o território nacional, com ampliada pauta de reivindicações.

Lamentavelmente, os serviços no Brasil, principalmente a saúde e a educação, não se assemelham ao desenvolvimento do escrete canarinho nos gramados da Competição, sob alta exigência de qualidade por parte da FIFA. O próprio presidente da entidade reconhece que há problemas com relação à infraestrutura e a forma como o dinheiro público foi utilizado no Brasil desde 2007.

Quiçá a "solidariedade" do dirigente da FIFA à presidente da república tenha encorajado ainda mais a sonora vaia no Maracanã que se ecoou país afora, tal qual no Pan-americano realizado no Rio, seis anos atrás. Naquela oportunidade, os mandatários achavam que se tratava de bravata de burgueses, que não chegaria a incomodar politicamente. No entanto, as pesquisas de intenção de opinião apontam uma tendência contrária... 

Que se mantenha em evidência a agenda de reivindicações e que se substanciem em mudanças efetivas! Difícil mesmo, quase impossível, é fazer que o futebol seja menor do que é, pois não se trata de uma questão local. É um negócio transnacional que não serve para "unir os povos", "promover a paz", entre outros nobres propósitos decantados pelas autoridades esportivas. O "circo Romano" profissionalizou-se e virou metástase. João Havelange, Ricardo Teixeira, Marin e o próprio Blatter que o digam! 

Viva o Brasileiro! (mas nada de "pra frente, Brasil"...). 

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A soberba dos toureiros impressiona. Achando-se legítimos representantes do "futebol-arte" não aceitaram a derrota em campo. Alegaram cansaço pelo jogo da semifinal, conspiração para aplacar os ânimos dos manifestantes nas ruas, mas não aceitaram a humilhação. O resultado de 3x0 foi pouco. Podia ter sido um placar até mais dilatado.

Longe de dizer que a "família Scolari" é favorita ao título do próximo mundial (ainda aposto na Argentina).

Os colonizadores estão em vantagem em relação aos Tupiniquins no sistema educacional e na saúde. Reconhece-se também a soberania dos padeiros em se rentabilizar o circo em tempos de escasso pão...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pardalices

É a expressão no futebol para designar treinadores que gostam de inventar muito e pouco ganham com a equipe.

Jorginho se foi. Como jogador, foi um dos melhores laterais da história do Flamengo. Fora dos gramados, continua a ser um profissional ético, que pode crescer muito. Apesar dos equívocos nesta sua breve passagem pelo Clube, é uma pessoa que sabe reconhecer os erros e tem capacidade de aprender com as adversidades. 

Ele não tem culpa do péssimo grupo de jogadores que o Flamengo tem a disposição. O que dizer de um centroavante que perde mais gols do que faz e não cumpre as orientações táticas, como é o caso do pífio Hernane? O que falar de uma "ex-promessa", Carlos Eduardo, que ganha R$500 mil por mês (sem atrasos, diga-se de passagem) e não apresenta futebol condizente com os vencimentos?

O "artilheiro brocador" teve o contrato renovado ainda no primeiro semestre deste ano, durante a disputa do campeonato Carioca (que belo parâmetro...). Sabe-se que o "ex-futuro-craque" - um bom moço, pelo que dizem - está no Clube por uma troca de "favores" com o empresário.

Paciência, e muita! Eles não são os únicos pernas-de-pau no grupo.

Os jovens no elenco podem não ser a solução dos problemas, mas trariam mais vontade, empenho e vigor que outros. A diretoria está se movimentando. Aguarda a abertura do mercado. Mais paciência....

Que saudades do Dorival Junior! E que não contratem Muricy Ramalho, Renato Portalupi ou coisa parecida.

Lamento mesmo, Jorginho... Fica para a próxima!